
A Comunidade Cristã Meditafé nasceu com a missão de reavivar nos corações a beleza do Evangelho, restaurando vidas feridas em nome de Deus e anunciando a graça de Cristo com amor, compaixão e verdade. Apresentamos esta declaração de fé com reverência, convicção e humildade diante de Deus, como expressão da nossa identidade cristã e do nosso compromisso com o Reino.
Esta declaração é fruto de uma jornada profunda de oração, estudo cuidadoso das Escrituras e escuta sensível à direção do Espírito Santo. É uma construção de fé que edifica e une, firmada em Cristo — o fundamento inabalável sobre o qual está alicerçada toda a Igreja (1 Coríntios 3.11). Buscamos edificar pontes de comunhão e clareza espiritual, guiando corações ao centro da fé cristã: Jesus.
Firmamos a nossa fé sobre os pilares eternos redescobertos na Reforma: Somente as Escrituras, Somente Cristo, Somente a Graça, Somente a Fé e Glória Somente a Deus. A esses fundamentos, acrescentamos, com temor e alegria, o que CREMOS ser essencial à vida da Igreja: Somente pelo Espírito Santo, que vivifica, consola, santifica e une todos os que creem em um só Corpo.
Esta declaração é o testemunho público de uma fé cristã enraizada nas Escrituras, vivida na comunidade e sustentada pela esperança eterna. Tem o propósito de iluminar o caminho com a luz da Palavra, afirmando a nossa identidade em Cristo e convidando outros a caminhar conosco na mesma direção, com os olhos voltados para o Céu e os pés firmados no Evangelho.
Afirmamos com alegria que a nossa convicção está na verdade revelada nas Escrituras. O nosso coração repousa na viva esperança do retorno de Jesus Cristo. O nosso centro é Cristo, a nossa fonte é a Palavra, e a nossa força é o Espírito de Deus.
Recebemos com amor todos os que se aproximam de Cristo com sinceridade, independentemente da origem ou tradição. Muitos irmãos e irmãs que caminham conosco vêm de contextos reformados, calvinistas, arminianos, pentecostais ou simplesmente desejam seguir a Jesus Cristo com integridade. Aqui, celebramos a fé viva e os frutos do Espírito e buscamos, juntos, crescer na graça, no conhecimento e no amor.
Por isso, esta Declaração é uma expressão firme de fé e, ao mesmo tempo, um abraço acolhedor. É profunda na doutrina, clara na linguagem, rica em herança e atual em aplicação. É a confissão que nos une, a doutrina que ensinamos e a esperança que nos move, até que o Senhor venha.
Ao final desta declaração, apresentaremos de forma clara como estruturamos a nossa fé, porquê escolhemos este caminho e qual é a visão do Instituto Meditafé para o futuro como instrumento de ensino bíblico, discipulado cristocêntrico e formação espiritual para esta e as próximas gerações.
“até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à
maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo” – Efésios 4.13
Pr. Juliano Francisco
Presidente do Meditafé
A Comunidade Cristã Meditafé afirma com convicção e alegria ter a fé fundamentada inteiramente nas Escrituras Sagradas, centrada na pessoa e obra de Jesus Cristo, fortalecida pela graça de Deus e guiada pela atuação do Espírito Santo.
Declaramos com clareza as verdades que orientam a nossa comunhão, a nossa vida espiritual e a nossa missão no mundo. Valorizamos as raízes reformadas da fé cristã, vivemos a presença contínua do Espírito Santo e cultivamos uma espiritualidade equilibrada, viva e comprometida com o Evangelho.
Proclamamos uma fé acessível, profunda e transformadora, que acolhe os que desejam caminhar com Cristo em verdade, liberdade, comunhão e maturidade. Acreditamos que a fé bíblica não é um sistema rígido, mas uma resposta viva ao chamado de Deus, expressa com amor, fidelidade e esperança.
Cada título desta declaração apresenta um aspecto essencial da fé cristã, cuidadosamente elaborado com oração, análise teológica e coração pastoral. Essa é a fé que anunciamos, ensinamos e vivemos juntos, e é também o alicerce sobre o qual edificamos a nossa comunidade.
CREMOS que a Bíblia Sagrada, composta pelos livros do Antigo e do Novo Testamento, é a Palavra de Deus, viva e verdadeira. Inspirados pelo Espírito Santo, homens registraram a revelação de Deus. Ela é infalível, confiável e regra única para nos guiar na fé, na prática e na comunhão com Deus.
A Escritura revela quem Deus é, como Ele age e qual é o Seu plano de redenção. Desde o princípio até o fim, a Bíblia aponta para Jesus Cristo como o centro da história e o cumprimento das promessas de Deus. Cada palavra carrega propósito, direção e verdade que transformam vidas.
Acreditamos que a Bíblia deve ser lida com reverência, interpretada com sabedoria e aplicada com discernimento espiritual. Como comunidade de fé, rejeitamos qualquer ensino, tradição ou revelação que contradiga a mensagem central das Escrituras: Deus se revelando plenamente em Jesus Cristo para nos trazer de volta à comunhão com Ele.
Toda a Escritura é inspirada por Deus (2 Tm 3.16-17)
Homens falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo (2 Pe 1.19-21)
“(…) a tua palavra é a verdade” (Jo 17.17)
As Escrituras testificam de Cristo (Jo 5.39)
Deus falou por meio do Filho (Hb 1.1-2)
A Palavra é lâmpada para os nossos pés (Sl 119.105)
Advertência sobre acrescentar ou tirar da revelação (Ap 22.18-19)
CREMOS em um único Deus, eterno, verdadeiro e pessoal, existente em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. Este é o Deus revelado nas Escrituras como Criador de todas as coisas, fonte da vida, Senhor da história e autor da salvação.
O Pai é soberano, cheio de graça e amor, que governa todas as coisas com sabedoria e justiça. O Filho, Jesus Cristo, é a plena expressão de Deus em forma humana, por meio de quem tudo foi criado e por meio de quem fomos reconciliados com o Pai. O Espírito Santo é a presença viva de Deus entre nós, que habita nos crentes, consola, transforma, conduz à verdade e edifica a Igreja.
CREMOS na Trindade como definição da unidade perfeita de Deus revelada em três pessoas distintas, compartilhando a mesma natureza, atributos e perfeições, em eterna comunhão. Essa verdade é essencial para compreendermos o relacionamento de Deus conosco
“(…) Façamos o homem à nossa imagem (…)” (Gn 1.26)
“Eu sou o Senhor, e não há nenhum outro (…)” (Is 45.5)
“No princípio era aquele que é a Palavra (…) tornou-se carne e viveu entre nós (…)” (Jo 1.1-3,14)
O Pai, o Filho e o Espírito no batismo de Jesus (Mt 3.16-17)
“(…) em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28.19)
O Espírito é enviado para habitar nos crentes (Jo 14.16-17,26)
A bênção trinitária: graça, amor e comunhão (2 Co 13.13)
Um só Espírito, um só Senhor, um só Deus e Pai (Ef 4.4-6)
Cristo como imagem do Deus invisível (Cl 1.15-20)
Em Cristo habita toda a plenitude da divindade (Cl 2.9)
Cristo é o resplendor da glória e imagem exata de Deus (Hb 1.3)
CREMOS que o ser humano foi criado por Deus, à Sua imagem e semelhança, com dignidade, liberdade e propósito. Fomos formados para viver em comunhão com Deus, com o próximo e com a criação, refletindo o caráter do Criador e desfrutando da Sua presença.
No entanto, pela desobediência e rejeição à vontade de Deus, o ser humano rompeu essa comunhão e caiu em pecado. Essa condição de separação afetou toda a criação e passou a todos os descendentes de Adão, tornando o pecado uma realidade universal e espiritual. O coração humano se tornou enganoso, inclinado ao mal, e incapaz de retornar a Deus por esforço próprio. A consequência do pecado é a morte — física, espiritual e relacional.
CREMOS que o ser humano, por si mesmo, é incapaz de restaurar essa comunhão com Deus. Toda tentativa de salvar a si mesmo ou se justificar por obras, falha diante da santidade divina. A restauração só é possível mediante a graça de Deus, revelada em Jesus Cristo. Ele é o último Adão, que em perfeita obediência venceu o pecado, reconciliou a humanidade com Deus e abriu o caminho para uma nova criação.
Por isso, é necessário nascer de novo, pela ação do Espírito Santo, e viver uma vida de arrependimento, fé e santificação. Reconhecemos a gravidade do pecado, mas proclamamos com esperança que Deus continua chamando cada pessoa à transformação em Cristo, oferecendo perdão, reconciliação e vida nova, que se manifesta em todas as áreas, como família, trabalho e cotidiano.
Criados à imagem e semelhança de Deus (Gn 1.26-27)
A queda da humanidade (Gn 3)
“O coração é mais enganoso do que qualquer outra coisa (…)” (Jr 17.9)
“(…) sou pecador desde que nasci, sim, desde que me concebeu minha mãe” (Sl 51.5)
Não há justo, todos se desviaram; todos pecaram (Rm 3.10-18,23)
Adão trouxe a morte, Cristo trouxe a vida (Rm 5.12-19)
Mortos em pecados, salvos pela graça mediante a fé (Ef 2.1-10)
“(…) Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo” (Jo 3.3–7, 16–17)
O amor de Deus em Cristo (Jo 3.16–17)
Em Cristo, nova criação e reconciliação (2 Co 5.17-21)
“A vontade de Deus é que vocês sejam santificados (…)” (1 Ts 4.3)
A nova vida se expressa na família e no lar (Cl 3.18-21)
Cristo como o último Adão, vivificante (1 Co 15.21-22, 45)
CREMOS que Jesus Cristo é o Filho eterno de Deus, plenamente divino e plenamente humano. Ele é a Palavra que estava com Deus no princípio e se fez carne, concebido pelo Espírito Santo e nascido da virgem Maria, cumprindo as profecias. Nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade, sendo a imagem do Deus invisível, aquele por meio de quem e para quem tudo foi criado. Quem vê o Filho, vê o Pai.
Viveu entre nós com perfeita obediência, cheio de graça e verdade. Embora tentado em tudo, não cometeu pecado. Revelou o caráter e a vontade de Deus de forma plena e acessível, sendo o Cordeiro que tira o pecado do mundo. A morte de Jesus foi substitutiva e redentora, cumprindo as Escrituras. Ele levou sobre si as nossas dores, transgressões e culpas, oferecendo-se de uma vez por todas como sacrifício perfeito, trazendo reconciliação, perdão e paz com Deus.
Ao terceiro dia, ressuscitou, vencendo a morte e garantindo uma viva esperança aos que creem. Apareceu a muitos, subiu aos céus e foi exaltado à direita de Deus, de onde governa sobre todas as coisas e intercede por nós. É o único mediador entre Deus e os homens, o sumo sacerdote eterno, fruto do Amor de Deus e o Senhor exaltado acima de todo nome.
CREMOS que Ele voltará pessoalmente, em glória, para restaurar todas as coisas, julgar as nações com justiça e estabelecer o Reino eterno. Jesus é o centro, o sentido e a esperança de toda a história. Por Ele somos reconciliados com o Pai e recebemos nova vida, como filhos e filhas adotados para a glória de Deus.
A Palavra era Deus (…) e se fez carne (Jo 1.1-3,14)
“(…) será chamado Santo, Filho de Deus” (Lc 1.35)
Toda a plenitude da divindade habita em Cristo (Cl 2.9)
Humilhou-se (…) e foi exaltado (Fp 2.5-11)
Tentado em tudo, mas sem pecado (Hb 4.15)
Ferido por nossas transgressões (Is 53.4-5)
Levou sobre si os nossos pecados (1 Pe 2.24)
Morte e ressurreição de Cristo (1 Co 15.3-4, 20-22)
Ascensão e promessa da volta (At 1.9-11)
Um só mediador entre Deus e os homens (1 Tm 2.5-6)
Cristo intercede por nós (Rm 8.34)
Ele virá com poder e glória (Ap 1.7 / 22.12-13)
CREMOS que o Espírito Santo é a terceira pessoa da Trindade, eterno, pessoal e plenamente divino. Presente desde o princípio da criação, Ele é o Espírito de Deus que pairava sobre as águas. Inspirou os profetas, capacitou os servos do Senhor e esteve ativamente presente em toda a história da salvação. Foi prometido para ser derramado sobre toda carne, e essa promessa se cumpriu em Jesus Cristo, que, depois de subir ao céu, O enviou à Igreja.
O Espírito Santo é quem convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo. Ele revela a verdade, glorifica o Filho e guia os crentes em toda a vontade de Deus. Ele sela os que creem com a garantia da salvação, regenera os corações e transforma as mentes para uma nova vida em Cristo. A presença dele conduz à obediência, sustenta na caminhada e fortalece os que vivem em Cristo Jesus.
A evidência dessa nova vida não está vinculada a um dom específico, mas é testemunhada pelo fruto do Espírito, que se manifesta em amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. O Espírito também distribui dons espirituais, com o propósito de edificar a Igreja, servir ao próximo e proclamar o Evangelho. Ele concede dons ministeriais para o ensino e o cuidado pastoral, até que todos cheguemos à maturidade espiritual, atingindo a medida da plenitude de Cristo.
O Espírito Santo nos consola, intercede por nós com gemidos inexprimíveis, nos instrui nas Escrituras e nos capacita a testemunhar com ousadia e humildade. Ele nos chama à santificação, nos enche com a sua presença e nos dá discernimento no propósito de viver em fidelidade ao Senhor.
Como comunidade cristã, buscamos viver em constante sensibilidade à sua direção, atentos à sua voz e submissos à Palavra de Deus. Desejamos que Cristo seja plenamente formado em nós, e que sejamos servos ativos, cheios do Espírito, comprometidos com a edificação do Corpo de Cristo e com a expansão do Reino de Deus.
O Espírito se movia sobre as águas (Gn 1.2)
O Espírito repousa sobre o Messias (Is 11.2)
Espírito que transforma corações (Ez 36.26-27)
Promessa do derramamento sobre toda carne (Jl 2.28-29)
Batismo em nome do Pai, do Filho e do Espírito (Mt 28.19)
Nascimento pelo Espírito (Jo 3.5-8)
O Consolador enviado (Jo 14.16-17, 26)
O Espírito que convence e glorifica a Cristo (Jo 16.7-14)
O Espírito capacita para testemunhar (At 1.8 / 2.1-4)
O Espírito habita, testifica e intercede (Rm 8.9-16, 26-27)
Diversidade de dons espirituais (1 Co 12.4-11)
Dons ministeriais para edificação (Ef 4.11-13)
O Espírito como selo e garantia (Ef 1.13-14)
O fruto do Espírito (Gl 5.22-25)
Regeneração e renovação pelo Espírito (Tt 3.4-6)
CREMOS que a salvação é um dom gratuito de Deus, recebido pela graça mediante a fé em Jesus Cristo, o único mediador entre Deus e os homens. Todos pecaram e necessitam de redenção, e somente em Cristo há perdão, reconciliação e vida eterna. Ele viveu sem pecado, morreu em nosso lugar e ressuscitou ao terceiro dia, garantindo justificação aos que creem.
A salvação não vem por obras humanas, méritos pessoais ou tradições religiosas, mas é resultado da misericórdia de Deus e da regeneração operada pelo Espírito Santo. Pela fé, somos feitos nova criação, justificados, adotados como filhos de Deus e selados com o Espírito da promessa.
CREMOS que a salvação é segura e completa em Cristo. Nada pode separar os que estão em Cristo do amor de Deus. Os que ouvem a voz de Jesus e o seguem jamais serão rejeitados, pois Ele é poderoso para guardar e consumar a obra que começou em nós.
Em Cristo, somos livres do pecado, temos paz com Deus, esperança viva e acesso à herança eterna. Ele é o autor e consumador da nossa fé e Nele está a salvação de todo aquele que crê.
Deus amou o mundo e deu seu Filho, para que todo o que crê tenha a vida eterna (Jo 3.16-17)
Nenhum outro nome pelo qual devamos ser salvos (At 4.12)
Justificação pela graça, mediante a fé (Rm 3.23-26)
Cristo morreu por nós, sendo ainda pecadores (Rm 5.8-9)
Pela graça sois salvos, não por obras (Ef 2.8-10)
Salvação por misericórdia e regeneração do Espírito (Tt 3.5-7)
Aquele que começou a boa obra, a aperfeiçoará (Fp 1.6)
Sacrifício único e suficiente de Cristo (Hb 10.10-12)
Quem tem o Filho, tem a vida (1 Jo 5.11-13)
CREMOS que a Igreja é o Corpo de Cristo, composta por todos os que foram regenerados pelo Espírito Santo e confessam Jesus como único Senhor e Salvador. É uma comunidade viva, espiritual e visível, fundada por Cristo, edificada sobre o testemunho dos apóstolos e sustentada pela Palavra de Deus.
Cristo é o cabeça da Igreja, e todos os crentes são membros ativos do Seu Corpo, inseridos por meio do novo nascimento e selados com o Espírito da promessa. Cada membro recebe dons, segundo a vontade do Espírito, para edificação mútua, serviço no amor e cumprimento do propósito de Deus. A Igreja local é a expressão da Igreja única, reunindo-se para adoração, ensino, oração, discipulado, comunhão, batismo e celebração da Ceia do Senhor Jesus Cristo.
A Igreja existe para glorificar a Deus, proclamar o Evangelho, formar discípulos, cuidar dos necessitados e refletir a nova humanidade reconciliada em Cristo. A presença da Igreja no mundo se evidencia pelo fruto do Espírito, pela santidade de vida, pela fidelidade à verdade e pela transformação de vidas pela graça de Deus. Os dons e sinais que acompanham o Corpo devem apontar para Cristo, o centro da fé.
A Igreja é povo eleito, sacerdócio real e nação santa, chamada a perseverar na Palavra, viver em santidade, cultivar a comunhão fraterna e anunciar as virtudes daquele que a chamou das trevas para a maravilhosa luz. É coluna e fundamento da verdade e, enquanto aguarda a vinda gloriosa de Cristo, permanece firme como expressão do Reino de Deus.
Um povo peculiar, reino de sacerdotes e nação santa (Êx 19.5-6)
Casa de oração para todos os povos (Is 56.6-7)
Cristo edifica a Igreja e a envia ao mundo (Mt 16.18 / 28.19-20)
A Igreja capacitada e conduzida pelo Espírito (At 1.4-5 / 2.42-47 / 11.15-16)
Um só corpo, muitos membros, comunhão e ceia (1 Co 11.17-34 / 12.13 / 12.12-27)
Membros uns dos outros, em Cristo (Rm 12.5)
Cristo, cabeça da Igreja, que é seu corpo (Ef 1.20-23 / 2.19-22 / 4.11-16 / 5.23)
A Igreja local organizada com bispos e diáconos (Fp 1.1)
Igreja como coluna e baluarte da verdade (1 Tm 3.15)
Nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus (1 Pe 2.9-10)
CREMOS que o Batismo nas águas e a Ceia do Senhor Jesus Cristo são sacramentos ordenados pelo Senhor, representando sinais vivo da graça. Essas ordenanças sagradas testemunham a fé, fortalecem a comunhão e apontam para a realidade espiritual vivida em Cristo. São práticas de obediência e adoração, realizadas em resposta à Palavra, sob a direção do Espírito Santo, e no contexto da comunidade de fé.
O Batismo nas águas, realizado em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, é o sinal prático de arrependimento, novo nascimento e união com Cristo em Sua morte e ressurreição. É testemunho público de fé e confissão verbal, conforme as palavras do Senhor. Por meio do batismo, o crente é incorporado visivelmente à Igreja de Cristo, revestido com Cristo e identificado como parte do povo de Deus.
A Ceia do Senhor Jesus Cristo, celebrada com pão e cálice, é a memória viva do sacrifício de Cristo, alimento espiritual para os crentes e anúncio contínuo da Sua vinda. O pão representa a comunhão com o corpo de Cristo, e o cálice simboliza a nova aliança no sangue de Cristo. Participamos em santidade e discernimento, renovando a fé, a aliança com Deus e a comunhão com os irmãos.
Ambos os sacramentos são exercidos com fé, na presença da comunidade reunida, e visam edificar espiritualmente o Corpo de Cristo, nutrindo os crentes e reforçando sua identidade na nova humanidade reconciliada em Cristo.
Reconhecemos também a prática bíblica da unção com óleo e a oração da fé, conforme Tiago 5.14-15, como expressão de cuidado pastoral, intercessão e confiança no agir de Deus para cura, consolo e restauração. Embora não seja um sacramento, a unção é um sinal de fé e obediência à Palavra, realizada com discernimento, humildade e submissão à vontade soberana do Senhor. O poder está na oração da fé e na ação de Deus, e não na substância do óleo.
Batismo
Batismo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Mt 28.19-20)
Resposta de fé e arrependimento (At 2.38-41 / 8.36-38)
União com Cristo na morte e na ressurreição (Rm 6.3-4)
Circuncisão do coração pela fé (Cl 2.11-12)
Revestidos de Cristo, um só Corpo (Gl 3.27-28)
Ceia do Senhor
Comunhão com o corpo e o sangue de Cristo (1 Co 10.16-17)
Instituição, discernimento e memorial (1 Co 11.23-29)
Unção com óleo e oração da fé
“(…) mande chamar os presbíteros (…) unjam com óleo, em nome do Senhor” (Tg 5.14-15)
Os discípulos ungiam os enfermos (Mc 6.13)
O samaritano aplica azeite como bálsamo (figura de cuidado) (Lc 10.34)
Uso simbólico e consagrador no Antigo Testamento (Ex 30.22-33)
CREMOS que Jesus Cristo voltará, de forma pessoal e visível, para cumprir as promessas das Escrituras, reunir consigo os que lhe pertencem e consumar o plano eterno de Deus, com justiça e redenção. Essa bendita esperança nos sustenta com fé e nos convida à preparação contínua para esse grande dia.
CREMOS que Jesus Cristo voltará em breve para reunir os salvos desta era, levando consigo os que pertencem ao Corpo. Ele se manifestará em glória para julgar os vivos e os mortos, ressuscitar os corpos, punir eternamente os ímpios e glorificar os redimidos.
Na volta de Cristo, os que morreram crendo em Jesus, serão ressuscitados com vida eterna, e os que estiverem vivos, serão transformados num abrir e fechar de olhos, para estarem com o Senhor eternamente. Essa gloriosa transformação é a viva esperança dos que permanecem firmes em Cristo. A Igreja será arrebatada e reunida com o Senhor nos ares. Essa reunião é motivo de consolo, vigilância e perseverança, pois aguardamos, com confiança, o retorno daquele que venceu a morte e prometeu estar conosco eternamente.
CREMOS que os salvos habitarão com Deus para sempre, em uma nova realidade restaurada, preparada pelo Senhor, onde não haverá mais dor, luto, pecado ou morte. Deus será plenamente tudo em todos, e viveremos em comunhão eterna com Ele, com Cristo e com todos os redimidos. Essa certeza nos inspira a viver com santidade, fidelidade, humildade e vigilância, com os olhos firmes em Cristo e na esperança futura. Confiamos na Palavra do Senhor e aguardamos com alegria o cumprimento das promessas.
Reafirmamos com firmeza que toda doutrina sobre o fim dos tempos deve estar em plena harmonia com as Escrituras. Rejeitamos com amor e clareza qualquer ensino que negue a volta de Cristo, a ressurreição dos mortos, o juízo eterno ou a glorificação dos salvos, conforme revelado na Palavra de Deus.
Até que Ele venha, permaneceremos em oração, no ensino da Palavra, na comunhão, no partir do pão, na fé, no serviço e na adoração, fortalecidos pelo Espírito Santo, perseverando na esperança e no amor até o glorioso dia da vinda de nosso Senhor.
O Filho do Homem virá com poder e reunirá os seus escolhidos (Mt 24.30-31)
“(…) voltarei e os levarei para mim, para que vocês estejam onde eu estiver” (Jo 14.3)
“(…) Este mesmo Jesus (…) voltará da mesma forma como o viram subir” (At 1.11)
“Disse-lhes Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá (…)” (Jo 11.25)
Seremos transformados, e a morte será vencida (1 Co 15.51-57)
O Senhor reunirá consigo os que lhe pertencem (1 Ts 4.13-18)
Nossa pátria está nos céus, e aguardamos o nosso Salvador (Fp 3.20-21)
Cristo voltará para salvar os que o aguardam (Hb 9.28)
Ele julgará vivos e mortos por ocasião de Sua manifestação (2 Tm 4.1,8)
Novo céu, nova terra, comunhão plena e eterna com Deus (Ap 21.1-8)
“Eis que venho em breve, e comigo está a minha recompensa” (Ap 22.12-13